×
Voltar para o Blog

Metaverso: o futuro chegou?

80 20 Marketing - 20/04/2022
metaverso_unplash

Metaverso, o que saber? Em poucas palavras, o Metaverso pode ser definido como um espaço digital imersivo onde há interação entre as pessoas, a partir de seus avatares (personagens). Neste ambiente é possível fazer de tudo: conversar, trabalhar, viajar, comprar (…) de forma ininterrupta, ou seja, quando você ‘desliga’ ou sai da plataforma, a vida virtual continua funcionando. Seria então, um novo universo coletivo, virtual e permanente, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e da “Internet”.

E se esta tendência parecia muito distante – e até mesmo futurista – agora em um mundo transformado pela pandemia, vem ganhando cada vez mais força através de grandes marcas.

Vamos então falar um pouco sobre esta nova indústria e o impacto gerado no mercado. E para isso convidamos Kenneth Corrêa (Diretor de Estratégia da agência 80 20 Marketing) para o trazer o seu ponto de vista sobre a temática.

 

Um novo mundo de possibilidades

Apesar de ainda exigir grande investimento e não ser muito comum para uma maioria, essa tendência já está presente no universo gamer – em jogos como: Minecraft, Roblox e até mesmo o antigo Second Life – e vêm ganhando espaço também em outras indústrias, como a Moda, Arquitetura, Turismo e muitas outras. Todos os dias  mais de 100 milhões de pessoas pelo mundo utilizam esses Metaversos, e a previsão é que este número só aumente.

Mas como isso é possível? Isso acontece principalmente através do fornecimento de experiências virtuais aos usuários, desde tours virtuais em museus (Metropolitan Museum of Art ou Museu do Louvre), provadores virtuais (Farfetch ou Amaro) até viagens virtuais (Drive&Listen ou 360Cities). Daí o principal motivo para o Metaverso ter crescido muito a partir do Covid-2019: com o público em casa, torna-se necessário o investimento em novas formas de consumo.

Mas engana-se quem pensa que para por aí, a pesquisa pelo tema é tão grande hoje em dia, que até mesmo Mark Zuckerberg – CEO do ex-Facebook – decidiu alterar o nome comercial da corporação que engloba a rede social para ‘Meta’, comprovando assim ser a grande aposta de uma das maiores empresas do mundo.

 

Metaverso e o setor do Marketing

Falamos sobre o impacto em diversas indústrias, mas como isso funciona na prática? Nada disso seria possível sem 2 principais aliados: a Tecnologia e o Marketing. Se de um lado temos a programação e a ciência de dados ‘pertencentes’ ao setor tecnológico, do outro temos estratégias e análises mercadológicas do setor do marketing. Ou seja, o papel do marketing passa a ser de compreender quem são esses novos consumidores, o que eles querem e como gerar valor.

Metaverso_istockphoto

A relação entre os dois setores ganha outra dimensão quando entendemos que os consumidores de hoje estão cansados dos anúncios estáticos e mesmos formatos de vídeo que permeiam o mundo online e as redes sociais. Principalmente quando falamos da Geração Z, eles buscam por experiências interativas, envolventes e até transformadoras. 

Kenneth comenta a relação benéfica entre os setores: “(…)Quando trazemos isso (Metaverso) para a realidade do marketing, da mesma forma que as marcas já trabalham com anúncios no Google há mais de 15 anos, no Facebook há mais de 10 anos, e no TikTok há cerca de 2 anos, nos ambientes imersivos do Metaverso também há a possibilidade de anunciar para públicos específicos, construir espaços de convivência das marcas (moderados por Community Managers), além de criar experiências que os consumidores podem baixar (como baixam um aplicativo em seus telefones). O outro lado são também novos produtos, estes exclusivamente digitais, que podem ser vendidos para uso dentro dos Metaversos.’’

Além disso, a união do Marketing e Metaverso pode proporcionar a potencialização da inclusão e da diversidade nas mídias digitais, atendendo o desejo de muitos, pois – segundo aponta um levantamento da Meta – 71% dos consumidores esperam que as marcas promovam a diversidade e a inclusão em sua publicidade online. Na prática isso torna-se possível, por exemplo, por meio da construção dos avatares, uma vez que estes podem ser quem quiser e são completamente livres de qualquer padrão estético, o que estimula a inclusão e representatividade nesse mercado.

 

Metaverso e o futuro

Ainda estamos no início de 2022, mas a Meta já anunciou que disponibilizará a ferramentas de anúncios 3D na plataforma, permitindo às marcas que carreguem modelos 3D de produtos nas mídias sociais. E não para por aí, recentemente outra marca resolveu apostar no Metaverso: a Nike que comprou um estúdio para a criação de tênis e moda digital, ou seja, a empresa passará a lançar modelos de tênis 100% digitais para o público além de NFT’s (Token não fungível).

Você pensa que é só fora do Brasil que há investimentos nesta tecnologia? Não mesmo! No Brasil, há o fenômeno PK XD, novo jogo da PlayKids, criado em território nacional, que envolve a criação de uma plataforma de socialização misturada com atividades infantis. O game já conquistou mais 180 milhões de downloads e, aproximadamente, 300 mil jogadores simultâneos! E além disso, recentemente outros setores começaram a investir nesta tecnologia, como é o caso do mundo virtual Avakin Life, o mesmo já possui mais de 2 milhões de jogadores brasileiros, sendo o Grupo Boticário responsável por uma das lojas virtuais disponíveis dentro do jogo. Ou seja, o Metaverso está se tornando cada vez mais palpável também a nível nacional – ou pelo menos ‘virtualmente’ palpável.

 

metaverso_pkxd.
metaverso_avakin-life

Mas Kenneth aponta a existência de desafios no investimento desta tecnologia: ‘Nas palavras da Consultoria PwC, o Metaverso não é uma revolução, é uma evolução. Ou seja, já existe, já é usado diariamente (no caso do Minecraft são 100 milhões de pessoas online todos os meses, por exemplo), mas ainda tem um longo futuro pela frente, com desafios como: adoção da tecnologia (por ser muito diferente, e custo ainda alto), interoperabilidade entre metaversos (para que o ativo de um funcione no outro), e também o desafio de hardware, ou seja, tecnologia para processar a quantidade exponencial de informações adicionais.’

 

A agência 80 20 Marketing e o Metaverso

A 80 20 Marketing sempre esteve presente no early stage de várias tecnologias sociais. Pense que já fizemos campanhas no mySpace ou Orkut back in 2008. Também exploramos cada uma das novas: Twitter, Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok, Clubhouse. O metaverso (e o blockchain, e a web3) é a próxima fronteira onde a maior parte das pessoas vão interagir.

Nossos clientes que são mais trend followers ou early adopters, são marcas que estão fazendo seus primeiros workshops, town halls (reuniões do C-level com todo o time) e vendas B2B com clientes especiais. Ou seja, tudo ainda em menor escala, mas são empresas preocupadas em estar acompanhando a tecnologia de perto, para não correr o risco de se tornarem late adopters, o que, em 2022, não garante mais a liderança de mercado de ninguém.

Bem, o que vêm a seguir é sempre incerto, mas que o Metaverso parece mesmo ter nos aproximado do futuro (ou dos ideais futuristas que sempre tivemos) e promete transformar a forma como consumimos, disso temos certeza! E claro, que a agência 80 20 Marketing, não ficará de fora! 

Gostou do conteúdo? Se quiser ficar por dentro de novidades deste novo setor e outros, continue nos acompanhando por aqui!